• Bia Frizzarin

À espera de Valentim!


Eu sempre quis ser mãe! Sempre mesmo! Eu não seria feliz nessa vida se eu não pudesse ter filhos, e mais do que isso, se eu não puder criar e educar os meus filhos! ( Clichê de quem também tem esse sonho e de quem morre pra ver a cria crescer sendo um ser humano de luz.)


Mas a construção de um sonho vai muito além do clichê. Ser mãe é ser o mundo inteiro de outro ser enquanto ele precisa de você. É saber educar, sem oprimir. É saber ensinar sem impor. É saber soltar quando você mesma tem medo e só quer segurar. É saber abrir mão de si mesma e saber lidar com a frustração de nunca conseguir ser 100% em todas as suas versões. É saber fazer o que é melhor pra eles e nem sempre o melhor pra você. Aí cheguei ao ponto!


Ser mãe me exigiu colocar uma vida de estudos, uma carreira, uma independência e um estilo de vida de lado. Me exigiu me perder dentro de mim, perder minha segurança, minha confiança, minha autoestima, me perder de mim mesma, enquanto eu precisava ser inteira o tempo todo por ele. Uau. A lição da vida bateu e esculachou quem achou que tinha tudo sob controle aqui!


Mass ser mãe me permitiu parar a vida, desacelerar o ritmo, visitar a alma, abrir a mente e recomeçar. Recomeçar e construir outro sonho. Recomeçar e estudar, me planejar, me reconstruir como profissional. E... Durante a reforma e finalização do estúdio, PANDEMIA, quarentena, isolamento, afastamento, medo, incerteza, e muita luta pra não deixar a peteca cair. Que recomeço! E mais uma surra da vida me ensinando de novo que nada está nas minhas mãos, além do que está ao meu alcance que possa ser feito!


E no meio de um turbilhão de sensações, uma criança de 3 anos sem poder voltar pra escola, um estúdio precisando do meu foco total pra ter saúde e prosperar e uma nova gestação (bem mais difícil de lidar dessa vez)... em meio ao caos da vida, me preparei pra um ensaio teste, planejei, produzi, me dirigi e pelos cliques do meu marido fui fotografada. E até aí, ok. Foi um momento delicioso pra nossa família... maaaas olhar cada registro feito desse momento tão único e tão especial, me fez ver novamente a mulher em mim de novo, a delicadeza, a feminilidade, a particularidade e a força que vive aqui dentro dessa alma.


E por toda essa reflexão e esse textão (que poderia ser um livro!), eu acho que talvez agora não seja hora pra desistir, apesar da esperança ser pouca e da vontade ser forte. Talvez seja hora de sentir e acreditar mais em Deus. Me aproximar mais de tudo que existe de bom em poder viver a infância dos meus filhos e como sou afortunada por isso.


Vou conseguir? De verdade, eu não sei. Mas espero tentar até onde eu puder fazer o meu melhor! E a cada desânimo e desejo de parar no meio do caminho, vou olhar essas fotos pra me lembrar de como a vida passa, de como a vida é especial, de como nossa ansiedade não altera nada no rumo além da nossa saúde, e de como Deus cuida de cada detalhe da nossa jornada!!!

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